sábado, 28 de novembro de 2009

Jornalismo, Literatura ou os dois?


Em meio ao New Journalism, que nasceu no início dos anos 60 e foi voltado à Literatura como forma de escrever com o intuito de vincular o jornalismo ao romance relatando detalhes até então descartados do estilo acadêmico jornalístico, nasce, no mesmo ano, a vertente Jornalismo Gonzo, que significa algo como “bizarro”.
“O Criador e o Gonzo”
O criador deste novo estilo jornalístico, o Gonzo, foi o jornalista norte-americano Hunter Thompson e o termo “Gonzo” foi evidenciado pelo repórter Bill Cardoso baseando-se em um artigo do próprio Thompson, quando este se referiu a uma gíria irlandesa do último homem que se mantém em pé após uma bebedeira. Percebe-se, então, que ironia e descontração provêm do nome.


m novo estilo às linhas tortas
Este novo método fugiu ao padrão do jornalismo, já que adota a parcialidade plena e de caráter não sério e/ou objetivo, além de ser escrito sempre em primeira pessoa, o que transforma o repórter em personagem de sua própria reportagem.
A invenção de Thompson é um espaço considerável em meio aos jovens, como uma forma de aproximar o leitor da informação de forma mais leve (como se brincassem com a notícia), tendo em vista que a mesma é vivenciada pelos próprios repórteres, os quais se tornam os redatores.


H. Thompson Brasileiro

Claudio Tognolli é o principal representante brasileiro do estilo jornalístico de Hunter S. Thompson. O chamado Jornalismo Infiltrado, ou Gonzo Jornalismo. Tognolli, atualmente, é professor da USP e da Unifiam, escritor das revistas Galileu e Roling Stones, e tem o site Consultor Jurídico.
Gonzo, a todos. Mas Jornalismo…?
Segundo o jornalista canadense Mitch Moxley, “Gonzo é a verdade através dos olhos do autor, que escreveu a história como um personagem. De fato, a busca do autor pela verdade torna-se a história. É altamente subjetivo, onde opiniões ilusórias tem valor; é agressivo e as pessoas retratadas freqüentemente são esquartejadas no papel”.Apesar desse tipo de jornalismo nem sempre ser considerado válido por especialistas, devido ao fato ser muito parcial, não utilizar técnicas conhecidas no meio e transmitir informações sem importância para o entendimento da matéria, continua crescendo entre os leitores, que se interessam mais no momento por uma estrutura de jornal diferente. O público é atraído pela narrativa literária de vivências e descobertas pessoais em situações extremas ou de transgressão.


Atualmente, o gonzo jornalismo tem cravado seu espaço na Internet, principalmente. Isso porque é quase impossível ter uma regra impedindo tal prática na web. Na imprensa online, qualquer pessoa pode ter seu espaço. A explicação para que o Gonzo impere na Internet é o fato dele aceitar qualquer pauta. Os blogs se tornaram grandes divulgadores deste tipo de prática. As páginas pessoais permitem aos usuários publicarem tanto diários virtuais quanto matérias jornalísticas específicas.
O interesse do público em um “jornalismo egocêntrico” acompanha a visível decadência da fórmula engessada à qual a maioria da mídia aparenta estar presa. Outro reflexo disso pode ser encontrado na cultura individualista que se abate no imaginário popular mundial por meio da imprensa.

Votação no Senado gera divergências no PT.

Líder do partido discorda do arquivamento de processos contra José Sarney.
Por Jéssica Alves (4JRN)
O líder do Partido dos Trabalhadores, Aloísio Mercadante, anunciou nesta semana que o partido discorda do arquivamento de 11 ações contra o presidente do Senado, José Sarney.
Segundo Mercadante, o PT se aliará a oposição para desarquivar pelo menos uma ação ligada a atos secretos. Mas ao contrário do líder do partido, uma trinca de petistas é ao contrário da decisão.
Delcídio Amaral, Ideli Salvante e João Pedro, que são senadores, não votaram contra José Sarney e afirmam que o partido ainda não tomou Neuma decisão sobre o caso. ”A única decisão tomada até agora foi a de não decidir”, afirmou Delcídio Amaral.
Dos três pedidos com direito a voto, apenas João Pedro é titular, enquanto Delcídio é 1º suplente e Ideli é 2º suplente.
Com isso, Mercadante, que é líder do bloco do governo e que inclui os partidos PSB, PR, PC do B e PRB, nomeou novos titulares.

BRITÂNICA É ACUSADA DE MALTRATAR 99 CÃES SÃO – BERNADO

Por Jéssica Alves

A britânica Mary Ellen Collins está sendo julgada na Grã – Bretanha por causar sofrimento a 85 cães da raça são - Bernardo e de não ter conseguido cuidar de outros 14. Ela declarou-se culpada nesta quinta feira (1) e afirmou que mantinha um canil na cidade de Brigstock, cidade da região central da Inglaterra.
O caso foi levado a Justiça pela RSPCA, a sociedade protetora dos animais da Grã – Bretanha. Os cães eram mantidos em abrigos cheios de urina e fezes, sem comida ou água, além de estes locais serem frios e escuros.
Cães estavam em péssimo estado quando foram encontrados

Nos animais apareciam diversos problemas de saúde, como infecção nos olhos e nos ouvidos, queda de pelos além da subnutrição. Três filhotes estavam subnutridos e um cão teve parada cardíaca e morreu. O caso foi descoberto no em novembro de 2008, mas só agora é que a britânica confessou a negligência.
Collins alegou que nunca teve problemas para cuidar dos animais em mais de 30 anos de profissão, mas que recentes problemas financeiros fizeram com que ela não conseguisse dar conta de atentar para os 99 cães que mantinha no canil.
O RSPCA já encontrou famílias que adotaram todos os cães.

Os animais ja foram tratados e adotados por famílias.

Fonte: BBC Brasil e Folha Online

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Harmonia, Melodia e Ritmo banhados em sangue

Por Jessica Alves

Música é lembrada como algo encantador, apreciado por muitos. Isso porque sempre temos alguma trilha sonora, recordamos de bons momentos quando toca uma música, ficamos felizes. Ou então é o contrário, ao associar música a algum momento ruim.

E quando ela lembra a morte? Nossa aí vira um caos, quase ninguém gosta de algo que associe música com morte. Apenas poucas pessoas conseguem admirar esta mistura.
Eu sou uma delas. Fã confessa de Death Metal (estilo dentro do Heavy Metal que fala de morte e violência) não vejo nenhum problema em pegar uma arte, como a música e retratar um tema que todos querem evitar. Chamo isso de ousadia artística. E esta ousadia não se limita apenas no heavy metal. Podemos conferir a dupla música/morte em outros setores da arte.
Um bom exemplo é o filme musical “Sweeney Todd – O barbeiro Demoníaco da Rua Fleet” de Tim Burton (adoro esse cara!). O universo “bucólico macabro” de uma Londres vitoriana fétida e a sede demoníaca de vingança do Sr. Todd são irresistíveis.
Um filme ousado, pois faz jus ao gênero tragédia clássico e com fortes toques de terror e comédia. Um filme em que Tim Burton dirige com maestria. Sem fugir de seu estilo gótico, com os cenários, o figurino e as cores sombrias, com a já clássica combinação de fotografia cinzenta e destacando, sempre que possíveis cores belíssimas rendendo um verdadeiro contraste.
Além de toda a beleza técnica, o filme encanta pela história do barbeiro Benjamin Barker (Johnny Depp) que foi injustamente mandado para a prisão por um juiz sem escrúpulos que decidiu tomar sua esposa. Com a morte da mulher, este ficou guardião de sua filha.
Quinze anos se passaram e Benjamin retorna a Londres sob o nome de Sweeney Todd, e sedento de vingança e com um extremo ódio que possui a todos daquela cidade. Para isso, conta com a ajuda da Sra. Lovett (Helena Bonham-Carter) que prepara recheio de suas tortas com os cadáveres daqueles que ousaram atrapalhar os planos de Sweeney Todd.
E a dupla música/morte anda de mãos dadas com a perfeição. Um filme de cenas fortes, sangrentas, cruéis como a morte, mas sem deixar de lado a essência de um filme musical e mantendo de forma surpreendente a história interessante e repleta de belas canções, muito bem interpretadas pelo elenco.
O filme conta com um grande time de atores, além de Johnny e Helena há belas interpretações de Alan Rickman (Juiz Turpin), Sacha Baron Cohen (Adolfo Pirelli), Timonty Spall (Beadle Bamford), Jamie Campbell Bower (Anthony Hope), Jayne Wisener (Johanna), Ed Sanders (Toby), Harry Taylor (Sr. Lovett), Laura Michelle Kelly (Lucy)
Um musical trágico, violento, sombrio, Que obviamente não agrada a todos, mas sem dúvida executa com perfeição todos seus atributos técnicos. Exibe um elenco de primeira linha e apresenta algo o mais do que é visto normalmente nos cinemas. Um filme que apresenta cenas fortes que dificilmente serão esquecidas pelos amantes da sétima arte. Um filme que seja pela crueldade e violência mostrada, seja pela perfeição técnica, ou seja pelas belíssimas canções, deixará marcas tão profundas quanto aquelas que o barbeiro demoníaco fez em seus clientes.