terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Maré, nossa História de Amor!

Por que toda história começa assim. Com altos e baixos, sobe e desce. Típico de montanha russa, estou enjoada desse brinquedo. Mas espera aí, a história não começa assim.

Eles são dois jovens moradores da Maré, Analídia e Jonathan, numa favela carioca que das palafitas dos anos 60 passou por diversos planos de urbanização.

Bem que eu poderia estar envolvida nessa história. Quando falamos em Romeu e Julieta, retornamos aos apaixonados mais lembrados pelos contos de fada. Livremente inspirado nesses dois personagens, trata-se do resgate da nossa extrema musicalidade, da atualidade da nossa dança contemporânea e desse estranho emaranhado que encontramos hoje na favela, essa mistura de violência com possibilidades artísticas trazidas por projetos sociais. Mas que nem por isso deixa de ser e mostrar os valores sentimentais de dois jovens.

A Maré hoje é repartida em dois grupos que dominam o tráfico de drogas e que talvez se odeiem mais do que a nossa referida política. Quem mora de um lado da comunidade não podem cruzar com os outros, é punição na certa! O que faz desse fato uma história de amor? Incrível não é?

Analídia é prima do chefe do tráfico de drogas de um dos lados, e Jonathan é amigo de infância do chefe do outro lado. Os dois estudam num grupo de dança patrocinado por uma ONG. Já deu para imaginar o vai acontecer no final do filme não é? Também, esse joguinho de lógica sempre funciona. Legal mesmo é o que pode acontecer de perigoso com esses dois apaixonados, que vão enfrentar tudo para realizar o sonho da paixão que por ela (Analídia) nunca foi encontrada.

Analídia tem 16 anos e sonha ser bailarina, perdidamente apaixonada por Jonatha aceita correr o risco para preservar sua paixão. E você? Seria capaz de enfrentar uma aventura perigosa como esta?

Jonathan com cerca de 18 anos, é MC da comunidade, sonha em ser cantor e gravar um CD, também apaixonado por Analídia, deseja abandonar o dito mundo emaranhado para realizar seus sonhos, mostra-se como um rapaz crítico sobre os problemas sociais.

Poderia ter acontecido. Que pena não é? As diferenças sociais podem destruir não só uma comunidade, mas o amor que existia de verdade na vida dos dois. Eles morrem, ela porque pensava que ele havia sido morto, ele porque mentiu para fugir das divergências idiotas do subúrbio do morro. O Amor pode existir mesmo no coração daqueles que se julgam os machões, mas não foi dessa vez.

Isso só nos mostra que: “O Amor é o desejo irresistível quando irresistivelmente é desejado”.(Roberto Frost)

Marlúcia Duarte 4JRN

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