
A arte que nos inpirar; a técnica que engana; a magia que nos surpreende! Assim é o Teatro num misto de verdade e ilusão ( ou seria de ilusão e verdade). A mais bela das mentiras para a qual muitos pagam para ser contada e poucos recebem para mal conta-lá. Mal porque não se pode fingir totalmente; de alguma forma os atores se posicionam no palco com a mesma energia que assim se posicionam na vida (arrisco a dizer que ali se posicionam muito mais que na vida) e neste misto de contradições que afirmo com quase toda a certeza que tenho que a línguagem teatral é a mais pura de todas as verdades, pois ela em um dado momento vai retratar a vida de algum respeitável público, que naquele momento irá dizer. " É da minha vida que estão falando", não será exagero dele? Quem sabe? Apenas sabemos que ele dirá. E dirá um alto e bom som para que todos saibam que o homem ali é parte da trama, mesmo que não esteja em cena. O orgulho de que outros tiveram a brilhante idéia de contar sua história em atos, palcos e partos. Sim! Por que a peça é um parto, parto este que acontece em tempo real e todos sofrem, apesar dos inúmeros ensaios. Mas antes teve aquele início, no qual tímidos todos vão se chegando, alguns já até acostumados à belas conquista, estes querem a àtenão pra si e as tem. E é assim de par em par que vai se formando a cena. Após o primeiro contato, os corpos apresentam-se e se beijam, pois nínguém conhece bem tão bem o outro se não pelo beijo e só depois os corpos se tocam. O contato físico marca a cena, você vai até lá e eu paro por aqui, enganam -se não nós dirigimos; somos guiados em momento por um em outro momento por outro. Meu Deus, afinal quem é que manda aqui? Nínguém e todos aos mesmmo tempo e é neste momento que devemos fechar olhos, pois as cortinas já estão abertas; eles nós observam; cegos ou não. Começa o primeiro ato! Eu me despeço...
Por Kelly Maia
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