terça-feira, 1 de dezembro de 2009

PESCANDO NO AMAPÁ...

O Amapá é um grande produtor de pescado e possui uma imensa diversidade de peixe. Tendo a sua costa litorânea uma extensão de 598 km, banhada pelo Oceano Atlântico e rio Amazonas. Os peixes de água salgada compõem grande parte da produção pesqueira. Não esquecendo a região dos lagos, rios e igarapés de nosso Estado, ricos no que a nossa comunidade costuma chamar de peixes do “mato” ou peixes da “maré”.

Além desse “mundão” de água doce, nós temos as praias de lama, os manguezais, onde os caranguejos se reproduzem e os mururés que servem de abrigo e de alimento para nossos peixes. Temos ainda, o rio Araguari, que constitui a maior bacia hidrográfica do Estado e os rios Flexal, Jarí, Tartarugalgrande, Cassiporé e Calçoene, com um grande estoque de peixes.

Nós pescadoras e pescadores, somos pessoas nascidas e criadas na beira do rio; somos apenas pescadores em um barco grande a meses longe de casa; somos pais e mães de famílias pescando para dar o que comer aos nossos filhos. Todos dependentes do que a água doce e salgada nos oferecem, principalmente os peixes.

A pesca predatória é um problema que enfrentamos o tempo todo. Tem pescador que não está nem aí com o período do Defeso. Não respeita a Piracema e ainda pega peixes acima de sua capacidade de recuperação. Além do mais, o homem também pode contribuir para a escassez de alimento dos peixes, destruindo as casas de nossos peixinhos, tocando fogo na beira do rio, jogando sobras de madeiras, e também provocando o assoreamento. Sem falar no uso do timbó e do cunambi, que mata peixes de todos os tamanhos, e o sumo venenoso destrói a vida aquática do local e depois o próprio igarapé, o lago, igapó e o rio.

Mais quais são as nossas principais responsabilidades? Deve-se respeitar a época da desova, pescando apenas o que for usar para a sua subsistência. Usar malhadeiras apropriadas para cada tipo de pescado, para não capturar peixes menores, abaixo dos limites mínimos estabelecidos. E se isto acontecer, devolvê-los para o rio. Procure não retirar do ambiente aquático a canarana e a pré-membeca, plantas que servem de alimento para os peixes. Não usar substâncias venenosas na pescaria, como o timbó e o cunambi. Não participar de pescarias predatórias e, sempre que possível, denunciá-las aos órgãos competentes. Também evite destruir as cabeceiras dos rios, as ressacas, os mangues e os lagos, que são locais propícios a reprodução e desenvolvimento dos cardumes.

Hoje é gente vindo de todo lugar, levando o nosso peixe e ainda sujando nossas águas. E o pior, é que muita gente acaba fazendo a mesma coisa.

É meu amigo, a vida não está fácil, não! Vamos contribuir para amenizar essa situação.

Marlúcia Duarte

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