A atual realidade do mundo moderno sugere mudanças rápidas na sociedade, no que diz respeito ao mercado de trabalho, é fato também que a sociedade não está acompanhando o ritmo dessas mudanças.
Profissões estão desaparecendo e outras estão surgindo, a concentração de renda aumenta e a economia está se globalizando, perante essa situação, cada vez mais as empresas estão investindo em características antes vistas como sem importância, a criatividade está sendo o diferencial, pré-requisito para o trabalhador moderno.
Diante desse quadro, o Brasil necessita de uma melhoria significativa no seu sistema educacional, preparando as novas gerações para a versatilidade do mundo moderno. Assim como também precisa apresentar as políticas contra o desemprego, soluções adequadas à realidade de uma economia que não pode ser mais divida simplesmente em formal e informal. Mas o problema não fica só por isso, pois se de um lado falta desemprego para a maioria da população, também faltam profissionais qualificados para as empresas.
A questão do emprego é, hoje, a principal preocupação do movimento sindical, do Estado e, principalmente, da família, a que mais sofre com a falta de trabalho e queda de renda, agravando todos os problemas sociais. Sendo assim, a reforma sindical e trabalhista tem que ter como prioridade a procura de caminhos para impor aos governantes a execução de programas de desenvolvimento que resultem em geração de emprego.
Porém, essa não é a única solução para abrir postos de trabalho no mercado. Haja vista o que se passa no setor automobilístico, por exemplo, onde investimentos maciços e duplicação da capacidade produtiva não resultaram em geração de novos empregos. Ao contrário, como os investimentos feitos, às empresas puseram em prática um amplo programa de modernização e automação, eliminando milhares de postos de trabalho. Para entender o estrago desse setor, basta dizer que na década de 80 do século passado, para uma capacidade de produção de um milhão e quinhentos mil veículos, as montadoras empregavam 140 mil empregados. Hoje para uma capacidade de produção de três milhões de veículos, as montadoras empregam apenas 90 mil trabalhadores.
Este exemplo mostra que, além de investimentos e programas de crescimento econômico, são necessárias outras medidas para gerar mais empregos. Pois, hoje temos linhas completas, de sistemas produtivos completos, operados por robôs. Os processos tecnológicos empregados na atualidade e mais a presença crescente da mulher no mercado de trabalho exigem uma redução drástica na jornada de trabalho, para dar empregos às centenas de milhões de pessoas no mundo inteiro que precisam trabalhar.
O problema é enfrentado no mundo todo, mas novos espaços devem ser criados, não se pode deixar que a metade da população sofra com a falta de emprego.
Nenhum comentário:
Postar um comentário