terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Você já passou pelo constrangimento do assédio sexual?

O assédio sexual é apenas uma das muitas violências sofridas pela mulher. Tentar combatê-lo é contribuir para derrubar uma série de conceitos e tabus que não nos levam a nada.

Do mesmo jeito que existe assédio sexual de homens contra mulheres, também acontece por parte do sexo oposto. Há de mulheres contra mulheres ou homens contra homens, sendo que 99%dos casos, o autor do crime é o homem e a vítima, uma mulher. Isto nos leva a pensar que a violência sempre está tentando alcançar sua dimensão.

É um tipo de coerção de caráter sexual praticada geralmente por uma pessoa em posição hierárquica superior que não tolera ser rejeitado e passa a insistir e pressionar o subordinado para conseguir o que quer. E na maioria das vezes acontece no ambiente de trabalho.

Essa pressão, via de regra, tem componentes de extrema violência moral, na medida em que coloca a vítima em situações vexatórias, provoca insegurança profissional pelo medo de perder o emprego, ser transferida para locais indesejados, perder os direitos, etc.

Trata-se de um crime, que tem na ponta- um abuso de autoridade. As cantadas explícitas, ou as insinuações constantes são atitudes que podem ser claras ou sutis, podem ser faladas ou apenas insinuadas, escritas ou explicitadas em gestos.

Acontece não só no trabalho, como também nas ruas, em shows, em ambientes acadêmicos, entre outros. Não é tolerável que esse ato de violência moral permaneça impune. É muito importante realizar a denúncia, pois no Código Penal que em seu artigo 146 (constrangimento ilegal) prevê detenção de três meses a um ano e multa para o transgressor.

Marlúcia Duarte, Jéssica Alves e Alinne Eglen

4JRN

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